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REAÇÃO: Homem é picado por cascavel; nem mostre o pau, nem mate a cobra

Um vídeo que ganhou grande repercussão nas redes sociais, mostrando um homem sendo picado por uma cobra cascavel ao tentar afastar o animal com um pedaço de madeira, serve de alerta para uma situação comum também no Cariri paraibano, principalmente durante o período de estiagem.

Inicialmente, as imagens foram compartilhadas como se o caso tivesse acontecido no município de Belo Jardim. No entanto, posteriormente foi esclarecido que o acidente ocorreu em Capoeiras, no Agreste de Pernambuco. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde da vítima, que foi socorrida após a picada.

Nas imagens, a cascavel emite o característico som do chocalho, um aviso claro de que estava em posição de defesa. Mesmo assim, o homem se aproxima na tentativa de retirar o animal da estrada e acaba sendo atingido pelo bote.

A principal lição é simples: cobras não atacam pessoas por vontade própria. Elas reagem quando se sentem ameaçadas. A aproximação e a tentativa de capturar, espantar ou matar o animal estão entre as principais causas dos acidentes envolvendo serpentes.

No Cariri paraibano, os avistamentos de cobras costumam aumentar entre o fim de julho e o mês de agosto. Com a vegetação da Caatinga mais seca, a escassez de água e a movimentação natural dos animais em busca de alimento e durante o período reprodutivo, elas passam a aparecer com mais frequência em estradas, sítios, propriedades rurais e até nas proximidades das residências.

Ao encontrar uma serpente, a orientação é manter distância e permitir que ela siga seu caminho. Se o animal representar risco para moradores ou estiver em um local de grande circulação, o mais seguro é acionar o Corpo de Bombeiros ou os órgãos ambientais responsáveis pelo manejo da fauna silvestre.

Além do risco de acidentes, matar uma cobra silvestre pode configurar crime ambiental, conforme prevê a legislação brasileira, sujeitando o infrator às penalidades previstas em lei.

Em caso de picada, procure atendimento médico imediatamente. Não faça torniquetes, não corte o local da mordida e nunca tente sugar o veneno. Se for possível, sem colocar sua vida em risco, fotografe o animal à distância. A imagem pode ajudar a equipe médica a identificar a espécie e indicar o tratamento mais adequado. Caso isso não seja possível, não tente capturá-lo. O mais importante é chegar rapidamente a uma unidade de saúde para receber atendimento e, quando necessário, o soro antiofídico.

Mesmo quando a cobra não é peçonhenta, a mordida pode provocar ferimentos e infecções. Por isso, toda vítima deve ser avaliada por uma equipe médica.

Mais do que provocar medo, o episódio reforça uma mensagem importante: a natureza age por instinto. Respeitar o espaço dos animais silvestres é a melhor forma de proteger a vida humana, preservar o equilíbrio ambiental e evitar acidentes.

Afinal, quando o assunto é serpente, vale inverter o velho ditado: nem mostre o pau, nem mate a cobra.

CARIRI DE VERDADE – MATÉRIA ESPECIAL

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